sexta-feira, 25 de abril de 2008

Métodos de irrigação

Métodos de Irrigação



Os métodos de irrigação por superfície são considerados de baixa eficiência e demandam grandes volumes de água. A irrigação por aspersão sobrecopa, e subcopa proporciona 100% de molhamento da área cultivada, não impondo nenhuma limitação ao pleno desenvolvimento das raízes.

Nesse método não se deve esperar elevados coeficientes de uniformidade de distribuição de água e deve-se tomar cuidado no período de floração, quando o impacto do d’água dos aspersores pode provocar queda de flores. Os sistemas de irrigação localizada como gotejamento e microaspersão são os de mais alta eficiência de aplicação, requerem baixa pressão, apresentam facilidade de operação e bom controle sobre a umidade e aeração do solo. A área molhada sob irrigação, nesse caso deve estar entre 33 e 67%, sendo que, em regiões de precipitação considerável (acima de 1200mm), valores de Pm inferiores a 33% são aceitáveis para solos de textura média a fina, ou seja, solos siltosos e argilosos. Por outro lado, a Pm deve ser mantida inferior a 67% de forma a evitar umedecimento desnecessário entre as linhas de plantio, facilitando portanto as práticas culturais.

Para plantas cítricas, deve-se instalar 2 gotejadores por planta após o plantio e quando mais desenvolvidas (a partir de 12 meses) deve-se instalar pelo menos quatro gotejadores por planta dispostos ao redor do tronco com a linha lateral em anel ou em rabo de porco, sendo que em solos de textura média a arenosa deve-se instalar de cinco a seis gotejadores por planta. A microaspersão se adapta melhor aos solos arenosos, que aparentemente assegura maior área molhada à planta. Os microaspersores podem ser dispostos próximos às plantas ou entre as plantas na fileira

Permacultura

Introdução:

Uma forma diferente de se viver, dando esperanças ao nosso planeta, uma forma mais agradável, não só a nós seres humanos, mais também ao nosso meio ambiente. Deixando de lado a desmatação, poluição, o consumo excessivo de energia elétrica. Usando se assim, maneiras mais saudáveis de se viver, utilizando aquecedores solares, a água da chuva, o barro para se criar sua própria casa. ‘’Utilizar o meio ambiente, sem danifica-lo.’’


Permacultura
A permacultura é um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Seus princípios teóricos e práticos são uma síntese das práticas agrícolas e conhecimentos tradicionais e das descobertas da ciência moderna visando o desenvolvimento integrado da propriedade. A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
Bill Molisson criou sistemas de florestas produtivas para substituir as monoculturas de trigo e soja, responsáveis pelo desmatamento mundial. Observando e imitando as formas de florestas naturais do lugar, revelou-se possível à criação de sistemas altamente produtivos, estáveis e recuperadores dos ecossistemas locais. Baseada também na prática de "Cuidar da Terra, cuidar dos homens e compartilhar os excedentes" (quer sejam dinheiro, tempo ou informações), a permacultura ousa acreditar na possibilidade da abundância para toda a humanidade através do uso intensivo de todos os espaços, através do aproveitamento e geração de energia, da reciclagem de todos os produtos (acabando assim com a poluição) e através da cooperação entre os homens para resolver os grandes e perigosos problemas que hoje prejudicam o planeta.

Uns dos Princípios da Permacultura:
1. Cuidados com o planeta
2. Cuidados com as pessoas
3. Compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos)
4. Limites ao consumo

Quando falamos em "energia", podemos pensar em calorias. Vários levantamentos, tem mostrado que a agricultura industrializada é, em muitos casos, deficitária energeticamente: para cada caloria de alimento produzida, gastam-se duas a oito (ou mais!) calorias na forma de petróleo (transporte, insumos, máquinas agrícolas, etc.). Qualquer sistema deficitário, que seja em termos monetários, o energéticos, é fadado a falir, cedo ou tarde. Os sistemas permaculturais se tornam produtores energéticos de várias maneiras:
a) Produção intensiva em relação ao trabalho. Sistemas permanentes, exigem poucas ou nenhuma máquina e pouco ou nenhum insumo, consumindo menos calorias do que produzem;
b) Produção para consumo local. Evitam-se assim gastos em transporte;
c) Utilização das energias do lugar (gravidade, transporte animal, sol, vento, etc.);
d) Reciclagem dos dejetos. Os fertilizantes industrializados são produzidos a partir do petróleo e exigem muitos gastos em transporte. Quando os insumos são produzidos localmente, evitam-se todos estes gastos;
e) Utilizando energias alternativas captadas no lugar: cozinhado com fogões solares e a lenha, biogás, painéis solares, etc.

Este convívio pacífico com a natureza faz com que o agricultor não precise mais declarar guerra química na sua propriedade, produzindo assim alimentos de qualidade e limpos, sem comprometer a qualidade da água nem do solo.
A permacultura não é apenas uma técnica ou muito menos um pacote. É muito mais complexo que uma simples agricultura sem agrotóxicos, mais complexo que uma agricultura ecológica, ou sustentável, ou biodinâmica. É uma forma de viver que pode ou não envolver essas e outras técnicas. Ao mesmo tempo é muito mais simples por ser a conduta natural das coisas. Necessita apenas de uma observação sem máscaras, da natureza, sem pressa e com atenção.

Por que Permacultura?

Permacultura torna possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Quando a ação do permacultor se volta para áreas agrícolas, o resultado é a reversão de situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
“Agricultura e permanente”. Inicialmente a Permacultura dedicou esforços no planejamento de ecossistemas agrícolas produtivos no sentido de permitir estabilidade, diversidade e flexibilidade aos mesmos à semelhança dos ecossistemas naturais. Pouco a pouco o conceito foi sendo ampliado e aplicado a todas os ramos da atividade humana bem como à construção de uma sociedade planetária alternativa.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Conceito de uma agricultura orgânica

Conceito:

Agricultura sustentável é o resultado dos métodos alternativos que utilizam a agricultura orgânica, a biodinâmica, o controle biológico e o natural, visando o desenvolvimento de uma agricultura com o menor prejuízo possível ao meio ambiente e a saúde humana.


Agricultura orgânica:


Vem se desenvolvendo muito com a utilização dos inseticidas biológicos, adubos naturais e esterco animal para fertilizar os campos, optando ainda o agricultor pela forma rotativa de colheitas para "não cansar o solo". Sabe-se também que algumas multinacionais já estão produzindo enzimas que aumentam a dissolução do mineral fósforo contido nas rações para animais, diminuindo assim a contaminação do solo e da água quando seus dejetos são utilizados como adubo orgânico.

Plantio direto:


Outra forma alternativa de agricultura dentro da nova agroambiental é a do plantio direto que consiste em plantar sem revolvimento do solo por arado ou grade, não permitindo a erosão e conseqüentemente mantendo os nutrientes na terra, inclusive os originados dos restos de culturas anteriores.
Neste tipo de plantio não há preparo prévio do solo.
O objetivo principal desta forma de plantio é a conservação do solo, uma vez que diminui a erosão do solo.
O plantio direto é uma tecnologia muito adequada ao pequeno e médio produtor, e à agricultura familiar.

Segundo se sabe o plantio direto na palha já era praticado em 6 milhões de ha em 1997 (Fernando Penteado Cardoso. Plantio direto na palha e interesse social. jornal o Estado de São Paulo, 6.10.97), o que mostra a sua aceitação e importância.